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  Inmetro testa os ferros de passar roupas

Nove marcas foram testadas.


Atenção dona de casa: o Inmetro testa o ferro de passar a roupa. E a gente acompanha tudo com a ajuda da nossa Dona Encrenca. Eis a nossa amiga Maria, a 'Dona Encrenca', de volta ao trabalho.

“Eu não quero errar, eu não vou errar, eu não posso errar, eu tenho que manter esse emprego. Meu anjo da guarda, por favor, olhe por mim”, pede Dona Maria enquanto passa roupa.

“Maria, isso que você fez está errado. A primeira coisa que a gente tem que fazer quando vai encher o ferro de água é tirar o fio da tomada”, ensina o engenheiro do Inmetro Leonardo Rocha.


Essas e outras informações devem constar no manual dos ferros de passar roupa domésticos. Como o assunto é sério, pois ferros de passar podem provocar queimaduras, choques elétricos e até incêndios, o Inmetro testou as nove marcas mais vendidas no mercado: Arno, Black & Decker, Britânia, Cadence, Electrolux, Faet, Mallory, NKS e Walita.


Além de verificar se os manuais de uso estavam corretos, o Inmetro avaliou, nas análises, se todas as partes dos ferros oferecem proteção contra choques elétricos e se resistem ao calor e ao fogo. Os técnicos também superaqueceram propositalmente os aparelhos para ver se, mesmo assim, eles não soltavam chamas ou gases tóxicos, nem derretiam.

Das nove marcas analisadas, três foram reprovadas por erros nas instruções: Black & Decker, Cadence e Nks. São erros que podem por em risco a segurança do usuário.

No manual do ferro da Black & Decker, a informação sobre a bitola da extensão, ou seja, a espessura do fio, estava em uma medida que não é usada no Brasil.

Quando o consumidor não entende direito a informação sobre a grossura do fio da extensão, ele acaba comprando um menor, que pode aquecer demais.

Os manuais das marcas Cadence e NKS não informaram que não se deve trocar o fio do ferro sem assistência de um técnico e fazer isso é um perigo!

Nos testes elétricos, a marca Cadence também foi reprovada. Foi a única que apresentou problemas.
A temperatura máxima da fiação interna não deve ultrapassar o equivalente a 60ºC, mas no ferro da Cadence, foi medida variação de mais de 100ºC, 70% acima do limite.

Isso é grave porque traz risco de queimadura para quem está passando roupa, além de problemas no ferro, como curto-circuito.

As marcas Black & Decker e NKS informaram ao Inmetro que vão corrigir as informações dos manuais. A Cadence que, além de erro de informação, apresentou risco de superaquecimento, não deu qualquer explicação.

A partir do ano que vem, todos os eletrodomésticos deverão obrigatoriamente sair de fábrica já certificados pelo Inmetro.

Fonte: www.globo.com


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