91% dos ex alunos do SENAI/PB com Necessidades Especiais estão no Mercado Formal
Diego Araújo - Campina Grande/PB
Com o objetivo de identificar as condições de inserção e permanência dos alunos egressos, (pessoas com necessidades educacionais especiais) - PNEEs no mercado de trabalho, o Departamento Nacional do SENAI, através das suas Unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento realizou um estudo piloto, com alunos que concluíram cursos nos departamentos regionais do SENAI, no ano de 2006, todos com necessidades educacionais especiais, para avaliar o desempenho, o desenvolvimento e o grau de satisfação deles um ano após terem concluído curso na Instituição.
O estudo foi agrupado em três dimensões: laborabilidade, promoção socioprofissional e satisfação do cliente. O conceito de laborabilidade contempla quatro indicadores definidos a partir da situação dos egressos no mercado de trabalho após a conclusão do curso: ocupação, desemprego, inserção no mercado formal e vinculação à área da ocupação aprendida. Dos 1268 egressos envolvidos na pesquisa, 42% estão trabalhando.
Com relação ao desenvolvimento socioprofissional foram apresentados os indicadores relativos à continuidade de estudos e renda média mensal dos egressos, e ficou constatado que 48,8% deles continuaram estudando, e que 58,9% recebiam, entre 1 e 2 salário mínimos.
O índice de satisfação, revelou que mais da metade dos egressos 58,7% atribuíram nota 10 ao SENAI, 20% atribuíram nota 09 e menos de 8% atribuíram nota inferior a 8.
De acordo com o censo demográfico de 2000, uma média de 14,5% da população brasileira, ou seja, 24,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência no Brasil. A Paraíba é um dos Estados com maior número de pessoas portadoras de deficiência, apresentando um percentual de 18,76%, em seguida vem o Rio Grande do Norte, com 17,64%, o Piauí, com 17,63%, Pernambuco, com 17,4% e Ceará com 17,34%.
A Paraíba que aparece no topo com o maior número de deficientes, também foi o Estado, com o maior número de alunos egressos do SENAI com necessidades educacionais especiais ocupados ou inseridos no mercado de trabalho. Enquanto a média nacional apontou um índice de 42%, a Paraíba apresentou um índice de ocupação de 55%. O estudo mostra ainda que 67% dos egressos paraibanos com necessidades especiais estão trabalhando na sua área de formação, comparada a média nacional de 54,2%, e que 91% deles estão trabalhando com carteira de trabalho assinada, enquanto a média do Brasil foi de 74,8%.
O grau de satisfação dos alunos com relação aos cursos do SENAI também foi verificado, numa escala de 1 a 10, os egressos da Paraíba, deram nota 9,4, ao cursos oferecidos pelo SENAI/PB.
O estudo ouviu alunos que concluíram Cursos no SENAI, em todas as modalidades de educação profissional, todos apresentaram algum tipo de deficiência seja ela visual, auditiva, mental e física. Outras informações podem ser obtidas no site: www.senai.br ou pelo telefone: (61) 3317-9544.
Fonte: www.fiepb.com.br
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